Review: Social Media Week – DIA I

Nosso CEO Rafael Terra está no Social Media Week em São Paulo e traz em primeira mão todas as informações relevantes – e como! – sobre os conteúdos abordados. Confira um resumão do dia de ontem, primeiro do evento:

 

– THINK TANK STAGE

 

 

‘Sérgio Valente estava certo?’

Sobre o que foi a palestra:

Em participação anterior no Social Media Week São Paulo, Sérgio Valente (DM9DDB) dividiu sua opinião de que as agências muito focadas em ferramentas (digitais) podem não ter o modelo ideal para o mercado interativo. Ele estava certo? Onde está o business da Social Media: agências especializadas ou núcleos digitais dentro de grandes agências? Será que empresas e profissionais estão focando muito nas ferramentas e pouco nas oportunidades?

Com quem foi:

Marcelo Tripoli (CEO da Agência iThink), João Bell (Responsável pela Estratégia de Comunicação Digital da Vivo), Gal Barradas (CEO da agência F/Biz), Moa Netto (Creative Director e Head of Digital/Integration na DM9DDB), Roberto Martini (CEO e CCO da Cubo.cc) e Jackson Fullen (sócio da Sixpix Content).

*PS – Infelizmente, por conta de viagens de trabalho previamente marcadas, Sérgio Valente não estará presente nesta mesa. Mas Moa Netto o representou no papo.

O que aprendi dessa palestra:

 

Não há uma verdade absoluta. O que os palestrantes acordaram é que hoje o cliente gosta de trabalhar com várias agências, mas que a comunicação – posicionamento – deve ser sempre a mesma, já que a filosofia de uma marca é única. O que muda são diversas agências trabalhando em conjunto e fazendo com que o cliente entenda a mesma linguagem em diferentes plataformas – a importância do transmedia storytelling etc.

Também foi falado muito na softwarização do marketing: hoje o marketing está moldando muito as tecnologias, mas o que deve sempre ser lembrado é que o que guia a conversa com o consumidor é o comportamento dele. Enfim, conhecimento especializado é ouro, mas este deve estar de mãos dadas com o DNA da marca!

***

‘Como lidar com o consumidor info-maníaco?’

Sobre o que foi a palestra:

Mensagens bonitinhas já não são suficientes pra convencer um consumidor que, muitas vezes, é mais bem informado que a própria marca. Como gerar uma audiência engajada, manter o consumidor interessado e promover uma verdadeira conversação?

Com quem foi:

Luiz Algarra (Designer de fluxos de conversação), Gil Giardeli (CEO @_GaiaCreative), Cris Monteiro (Gerente de Marketing da Pepsico do Brasil), Paulo Schiavon (Gerente de Mídia Online e Mídias Sociais da Tecnisa) e Natacha Volpini (Digital Media and Consumer Promotions Manager na Kraft Foods).

O que aprendi dessa palestra:

A palestra foi ótima e aprendi uma coisa bem valiosa: que o consumidor se engaja muito na criação de produtos com a marca, dado o case dos novos sabores da Ruffles, que foram feitos por sugestões de consumidores nas redes sociais. Contudo, esse consumidor está em um pensamento macro de comunicação da marca em questão, ou seja: chame ele para pensar em coisas palpáveis – valor de crowdlearning, etc. Outra coisa que foi muito discutida foi convidar o consumidor paar ser protagonista das ações, o que traz muito engajamento. Aliás, confira alguns tweets de ontem a respeito da palestra:

‘O recorde de hoje é o objetivo de amanhã. #smwsp’

‘Convide o seu consumidor para ser a sua estrela e tenha uma estrategia bem sucedida nas redes sociais. #smwsp’

‘Somos muitos eus. Mas só temos um perfil no Twitter. #smwsp’

‘O detalhe bonito das redes sociais está na interação sutil – diz @gilgiardelli’

‘A segmentação de público mais rica é aquela que leva em consideração a linguagem que o consumidor entende. #smwsp’

‘Ser social media é ser um educador – diz @gilgiardeli #smwsp’

‘Hoje há uma tentativa de aprimorar a inteligência de conversação coletiva. #smwsp’

‘Marcas não são das pessoas. Marcas são de grupos de investidores. E investidor é conservador. #smwsp’

‘Ampliar a base de fãs é importante. Mas ainda mais importante é fazer estas pessoas falarem com sua marca. #smwsp’

‘Os novos sabores da Ruffles é a prova que o consumidor quer ajudar as marcas e não só criticar. #smwsp’

‘Ser curadora de informação hoje é parte fundamental da responsabilidade social das marcas. #smwsp’

A palestra confirmou aquilo que já viemos lidando: milhões de fãs no Facebook pouco importam – o que realmente importa é o grau de conversação deste consumidor. Outra coisa bem legal que aprendi é que a classe social do consumidor não é importante e sim a linguagem e o personagem que ele exerce.

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Verdades, Mentiras e Social Media!

O que muda e o que não muda para os Planejadores?

Com quem foi:

Criação e coordenação: Ken Fujioka (VP de Planejamento da Loducca)

Aldo Pini (Head de Planejamento da Bullet), Daniel De Tomazo (Diretor de Planejamento da DM9DDB), Eduardo Lorenzi (Head de Planejamento da NeogamaBBH) e Patrice Lamiral (Diretor de Estratégia da JWT).

O que aprendi dessa palestra:

Melhor painel da noite, super engraçado e verdadeiro! Entre as pérolas que ouvi estão:

‘Eles não acreditam num planejador digital… Que o bom planejador deve estar preparado, inclusive, para fazer uma estratégia em mídias sociais… Isso é um dever e não uma especialidade.’

Os painelistas criticaram muito também profissionais de mídias sociais que se apegam muito a métricas, números… Que o grande valor é a conversação verdadeira do consumidor com a marca. Um disse: “Não existem métricas ruins. Existem objetivos péssimos” Também falaram da importância do regulamento para não dar problema nas promoções e criticaram muito, mas MUITO, marcas que investem em mega concursos, bombam dois meses, e depois esquecem da relação de conteúdo diária com o público.

Outra coisa mega legal: monitorar o que falam da sua concorrência nas redes sociais e sobre a sua marca: estas “palavras” citam sobre as marcas podem render muitos insights na hora de planejar uma campanha… Por exemplo: se você tem uma loja e você se vende como perfeita para meninas, mas nas palavras ao entorno da sua marca nas redes aparece muito a palavra “mulher”, talvez você tenha um público reprimido que pode alcançar. Também foi falado muito sobre a linguagem: o exemplo usado é o facebook do Trident que pode falar de pegação, enquanto o facebook do Sonho de Valsa jamais pode falar da mesma maneira, mas pode falar de “amor”.

***

KEYNOTE INTERNACIONAL: ‘LIFE +’ com Caroline McCarthy (Editora de Trends e Insights do Google)

As tecnologias sociais tomaram a internet e as nossas vidas. Aprenda sobre algumas das maneiras mais empolgantes de se conectar com o outro e algumas das coisas mais criativas que o Google tem divulgado para seus usuários a respeito do projeto Google+.

Com quem foi:

Considerada pela Forbes como uma das pessoas ’30 Under 30 To Watch’ na área de mídia, Caroline McCarthy começou sua carreira aos 21 anos como repórter na CNet, onde cobriu durante 5 anos, na coluna The Social, a cena de cultura de tecnologia e social media no mundo. No ano passado, Caroline McCarthy foi contratada como Editora de Trends e Insights do Google, onde trabalha ao lado da área de marketing com o objetivo de humanizar a enorme quantidade de dados e informações compiladas pela empresa diariamente. No #SMWSP, Caroline vai trazer dados exclusivos sobre as novas plataformas de redes sociais do Google.

O que aprendi dessa palestra:

O conteúdo foi bem fraco, mas Caroline mostrou que o Google ainda acredita muito no Google Plus e que vê o Brasil como um grande potencial para disseminar o uso dessa rede social.

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