Gafes de marketing: as marcas que já mandaram mal em 2013

Nem bem 2013 começou e já dá para fazer uma pequena lista de marcas que não mandaram muito bem em suas estratégias de marketing. Confira os principais tropeços (alguns involuntários) relacionados pela Revista Exame:

 

Kia

 

No começo de fevereiro, a Kia viu uma ação de “product placement” na novela Salve Jorge virar assunto – negativo – nas redes sociais. A trama incluiu a gravação de um comercial falso para a montadora – e a garota-propaganda contratada foi justamente uma das mulheres vítimas do tráfico internacional.

Uma safra de fortes críticas não tardou a acontecer na internet: pegou mal a associação entre a marca e a contratação de mulheres escravizadas.

 

Nike

 

No meio de fevereiro, a Nike se viu em meio a uma saia-justa por (novamente) patrocinar uma estrela que acabou sendo uma aposta errada: o corredor Oscar Pistorius, acusado de matar a tiros a namorada na África do Sul.

Ainda por cima, a empresa teve de tirar às pressas do ar um anúncio que mostrava uma foto do atleta correndo na pista ao lado da frase “Eu sou uma bala no cano do revólver”. A alusão à velocidade do corredor acabou parecendo uma piada de mau gosto. A empresa anunciou, na sequência, a retirada do patrocínio do atleta.

 

Rede Globo

 

Em janeiro deste ano, a Rede Globo retirou um anúncio do ar às pressas um post de sua conta oficial no Twitter depois que uma ação de marketing foi mal recebida pelos internautas.

No domingo após a tragédia na Boate Kiss, em Santa Maria, a emissora postou uma mensagem na rede social que convidava os seguidores a criar uma lápide virtual como parte da promoção da série “Pé na Cova”. Após a publicação, o conteúdo foi mal recebido pelos internautas, que criticaram a “falta de sensibilidade”, a “bola fora” e o “momento inapropriado”.

 

BlackBerry

 

Não demorou muito: menos de 15 dias após ser nomeada diretora de criação da BlackBerry, a cantora Alicia Keys confirmou a suspeita daqueles que classificaram sua escalação como inócua.

A artista foi flagrada usando um iPhone no começo de fevereiro. Alicia publicou na segunda-feira um tuite a partir de um aplicativo disponível apenas para iOS, o que causou constrangimento para a BlackBerry. Logo após a gafe, Alicia justificou-se insinuando que talvez sua conta no Twitter tenha sido hackeada.

 

Gilette

 

A campanha da Gilette para incentivar a depilação masculina não agradou parte do público. Sob o mote “Quero Ver Raspar”, e com a participação da estrela sul-coreana Psy, de Sabrina Sato e das gêmeas atletas Bia e Branca Peres, o comercial foi parar no Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) após denúncias de consumidores.

Segundo a entidade, o processo foi aberto esta semana depois de 15 reclamações – 14 homens e uma mulher – que consideraram o filme preconceituoso, e que retratava os homens peludos como “primitivos” e nojentos”.

 

 

Volkswagen

 

Em janeiro, foi a vez da Volkswagen gerar revolta nas redes sociais por causa do comercial “Superstição”, retirado do ar após recepção negativa. O filme fazia referência à crença popular que associa gatos pretos à falta de sorte e recebeu duras críticas de donos de gatos e protetores de animais.

A empresa informou em comunicado oficial que a peça criada pela Almap BBDO deixará de ser exibida, “em respeito e atendimento às manifestações acerca do tema”. Internautas criticaram a escolha da marca, afirmando que a superstição popular pode ser vista como uma incitação a maus tratos a gatos pretos.

 

Devassa

O comercial “Tenha sua primeira vez com Devassa”, que apresentou Alinne Moraes como nova musa da cerveja, será julgado em março pelo Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

Segundo o órgão, o processo, aberto no dia 21 de janeiro, surgiu após denúncias de dez consumidores que questionaram a “associação da cerveja à iniciação sexual”, e acusaram a peça de estimular jovens a “assumir um comportamento de risco”.

 

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